Os metroviários do Distrito Federal decidiram adiar a possibilidade de início da greve para 16 de setembro. Antes disso, a categoria realizará uma nova assembleia no dia 15, quando os trabalhadores irão avaliar o resultado das negociações e decidir se confirmam ou não a paralisação. Até lá, permanece aberta a tentativa de construção de um acordo entre o sindicato e o Metrô-DF.
A decisão ocorre em meio à mediação conduzida no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. Em despacho desta segunda-feira (31), a Justiça do Trabalho afirmou que a negociação está em estágio avançado e que praticamente todos os pontos controversos já apresentam convergência, restando procedimentos administrativos para a manifestação definitiva do Metrô-DF.
O prazo de até dez dias mencionado pela Justiça não corresponde à nova data da greve. A desembargadora responsável pelo procedimento informou que não pretende manter indefinidamente aberta a Reclamação Pré-Processual e que, caso o Metrô-DF não apresente posicionamento dentro desse período, poderá encerrar a mediação. A própria decisão judicial reconhece que a deliberação sobre a greve pertence soberanamente à assembleia dos trabalhadores.
Com isso, não há greve confirmada automaticamente para o dia 16. A data passa a funcionar como referência para uma eventual paralisação, condicionada à decisão que será tomada pelos metroviários na assembleia do dia 15. O intervalo também mantém espaço para que as negociações avancem e um acordo possa afastar definitivamente o movimento paredista.




