Há sim jeito para Flávia levar a vaga ao Senado

Foto: Reprodução
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A Mulher deve ser e estar onde ela quiser 

Flávia Arruda foi a deputada federal mais votada em 2018 (+120 mil votos) e pode estar tomando uma decisão que a deixa fora da disputa pela única cadeira em jogo do Senado Federal.

Esposa do ex-governador Arruda, Flávia alçou voos mais altos e foi Ministra-Chefe da Secretaria  do governo Bolsonaro. Enquanto deputada presidiu a Comissão Mista do Orçamento no Congresso Nacional (CMO), ou seja, por onde passou venceu independentemente do marido.

Flávia num gesto que simbolicamente se pode chamar de antropofagia, “engole” o padrinho e esposo Arruda. Ela é maior e vence disparada para a única vaga ao senado nas eleições de outubro próximo. É o que aponta pesquisa divulgada neste domingo (17) pelo Correio Braziliense, onde a deputada tem 36% das intenções de voto.

Caso a justiça valide a pré-candidatura de Arruda em 03 de agosto, data que o STF bate o martelo, Flávia ficará impedida de concorrer ao Senado, haja vista que o casal lidera o Partido Liberal, mas com Flávia sendo a presidente e Arruda mero coadjuvante.

Seria ótimo para a legenda, principalmente para Valdemar da Costa Neves se Arruda fosse candidato a deputado federal, daí poderiam aumentar o número de assentos na Câmara dos Deputados: Arruda e outros dois possíveis parlamentares e ainda garantiria uma senadora, presidente do partido.

Ibaneis deixou claro que as portas estão abertas para a deputada mulher, independente e empoderada que ela é, ou seja, há sim meios para uma convergência.

O PL, partido de muitos quadros enraízados no governo de Ibaneis, Bispo Renato (ex-administrador de Taguatinga), Marcela Passamani (ex-secretária da justiça) e alguns distritais como Daniel Donizet, Roosevelt e Agaciel Maia  poderão, inclusive mediar o impasse no bem comum a todos. Claro que nem todos seguirão a base e irão “arrudiar” para a jornada duvidosa de insistir na aventura de José Roberto Arruda.

A decisão de Flávia Arruda em acompanhar a chapa de Ibaneis e Celina  seria a decisão mais assertiva e coerente com seu curriculo de vencedora, considerando as dificuldades legais de Arruda em ser candidato. Sub judice gera insegurança jurídica para ele e para quem mais compor a chapa, mas para Flávia seria o fim de uma carreira brilhante.

 

*Hamilton Silva – Jornalista, graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Brasília, pós em Gestão Pública e editor do portal DFMobilidade.

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