A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou a aliados que está disposta a disputar a Vice-Presidência da República na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A movimentação representa uma virada nas negociações, já que a ex-ministra da Agricultura vinha priorizando uma eventual candidatura à Presidência do Senado.
O acordo, porém, ainda precisa superar a burocracia — e as conveniências — do Centrão. A oficialização depende do aval do Progressistas e da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. Ciro Nogueira iniciou consultas aos diretórios estaduais, enquanto setores das duas legendas ainda defendem neutralidade na eleição presidencial para preservar alianças regionais.
A entrada de Tereza Cristina daria à candidatura de Flávio uma ponte direta com o agronegócio, o empresariado e segmentos mais moderados da centro-direita. Ex-ministra de Jair Bolsonaro e liderança consolidada no Senado, ela também ajudaria o PL a ampliar a chapa para além de seus próprios quadros — algo fundamental numa eleição em que partido isolado costuma ter muito discurso e pouco tempo de televisão.
A articulação ganhou força após a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de representantes do setor produtivo. Caso o acordo seja aprovado, Flávio deixa de procurar uma vice e passa a tentar reunir os partidos em torno dela. O Planalto, que observava as divisões da direita com certo conforto, pode começar a descobrir que a eleição ainda guarda algumas surpresas. Veja também: “Meu porta-voz para resgatar o Brasil”: carta de Jair confirma Flávio e convoca união para 2026 e Lula estaciona, Flávio avança e eleição entra na zona de empate técnico.






