Propaganda de Flávio fica sem áudio na TV, som volta com Lula e suspeita de sabotagem exige apuração

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O horário eleitoral gratuito desta segunda-feira, 12 de outubro, foi marcado por uma falha que atingiu a propaganda do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Por volta das 13h, durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida, seu programa foi exibido sem áudio, impedindo que telespectadores acompanhassem as mensagens da campanha. O som retornou normalmente na propaganda de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), transmitida na sequência. O contraste provocou reclamações e levantou questionamentos sobre uma possível interferência deliberada na transmissão.

 

A campanha de Flávio informou que o material foi entregue com áudio e passou a verificar a possibilidade de erro na emissora responsável pela geração do sinal. A hipótese de uma falha intencional, inclusive por eventual ação humana, não pode ser tratada como comprovada. Para esclarecer o episódio, será necessário confrontar o arquivo original entregue pelo PL, os registros de recebimento, a operação técnica e o sinal efetivamente distribuído às emissoras. Essa análise poderá identificar se houve defeito operacional, problema no processamento do material ou interferência provocada.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, estabeleceu, por resolução, igualdade de cinco minutos para cada candidato nos programas em rede do segundo turno. Segundo as normas eleitorais, a geração da propaganda presidencial cabe ao grupo de emissoras instalado na sede do tribunal, cuja coordenação geral é atribuída ao SBT e à TV Senado. Até a apuração desta reportagem, não havia manifestação oficial específica do TSE, de seu presidente ou das emissoras responsáveis esclarecendo a causa da interrupção.

 

O episódio ocorre em plena disputa presidencial, quando a igualdade de exposição dos candidatos é uma exigência da legislação eleitoral. As regras do TSE também determinam a preservação das mídias e preveem a apuração de irregularidades na veiculação da propaganda. Se ficar demonstrado que o silêncio foi provocado voluntariamente, o caso poderá adquirir consequências jurídicas, conforme a responsabilidade identificada. Enquanto não houver conclusão técnica, a suspeita de sabotagem permanece sem comprovação, mas a falha exige esclarecimento para preservar a transparência e a igualdade de condições entre as campanhas.

 

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