O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou nesta quinta-feira, 25 de junho, a proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília. A manifestação foi enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e aponta que o material apresentado não trouxe informações inéditas, nem demonstrou utilidade concreta para as investigações. Traduzindo o juridiquês: delação sem prova nova vira conversa com carimbo.
Paulo Henrique está preso desde abril no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de irregularidades em operações envolvendo o BRB e o Banco Master. Segundo a apuração, a Polícia Federal investiga se houve favorecimento ao Master e eventual recebimento de vantagens por meio de imóveis. A defesa nega irregularidades, e o caso ainda depende de decisão judicial definitiva, o que exige cautela para separar investigação de condenação.
A negativa da PGR enfraquece a estratégia de transformar bastidores da crise em moeda jurídica e mantém o foco no que realmente pesa: documentos, rastreamento financeiro e eventual recuperação de valores. O episódio também reforça a necessidade de proteger o BRB como patrimônio estratégico de Brasília, linha já tratada pelo DFMobilidade nas reportagens GDF agiu para proteger o BRB de risco sistêmico e Acordo no STF destrava crédito de até R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB.
Agora, caberá a André Mendonça analisar a homologação da recusa. Para Brasília, o recado é duplo: apurar responsabilidades sem espetáculo e preservar o banco público dos efeitos de uma crise que já atravessou o sistema financeiro, a política e a confiança da população. Em caso bilionário, narrativa não paga conta; prova paga.




