Flávio ataca Lula após sanções dos EUA e diz que investigação do PCC “chegou no quintal” do presidente

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O senador Flávio Bolsonaro elevou o tom contra o governo Lula nesta quinta-feira, 2 de julho, ao comentar as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra brasileiros e empresas acusados de ligação com uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC. Em vídeo publicado nas redes, Flávio afirmou que Washington bloqueou bens, congelou operações e atingiu quem, segundo as autoridades americanas, ajudaria a financiar o crime organizado. O ataque político veio logo em seguida: “E sabe quem saiu em defesa desses punidos? O governo Lula”.

A fala do senador mirou diretamente a reação do Planalto e do Ministério da Justiça, que classificaram a ofensiva americana como medida de risco jurídico e diplomático para o Brasil. Para Flávio, porém, a preocupação do governo não estaria apenas na soberania nacional, mas no avanço de investigações que começam a encostar em personagens incômodos ao petismo. “Quanto mais as investigações contra PCC e Comando Vermelho avançam, mais e mais esquerdistas são expostos”, disse o senador, antes de cravar a frase mais dura do vídeo: “A investigação, agora, chegou no quintal do Lula”.

O combustível da ofensiva foi a revelação de que a Victory Trading, uma das empresas sancionadas pelos EUA, teria recebido R$ 514,5 milhões da Wave Intermediações, apontada na CPMI do INSS como integrante da chamada rede Arpar, estrutura investigada por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao escândalo dos descontos indevidos contra aposentados. Flávio conectou esse ponto ao “Careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes, investigado como operador do esquema, e voltou a citar Lulinha, filho do presidente, cuja relação com Antunes já havia entrado no radar das apurações. O DFMobilidade já mostrou esse ambiente de pressão em Mendonça cobra dados de amiga de Lulinha no caso do escândalo do INSS.

Politicamente, Flávio tenta transformar uma sanção internacional em munição eleitoral contra Lula. O governo sustenta que facções devem ser combatidas como organizações criminosas, não como grupos terroristas, e alerta para efeitos econômicos e diplomáticos. A oposição, por outro lado, viu na medida americana um atalho para enquadrar o crime organizado onde mais dói: no dinheiro. O embate já vinha sendo acompanhado pelo DFMobilidade em Durigan tenta conter danos após EUA enquadrarem PCC e CV como terroristas. Agora, com Flávio dizendo que Lula “defende facções” enquanto ele “luta para acabar com narcoterroristas”, a disputa deixou de ser só jurídica. Virou guerra de narrativa — e, em Brasília, narrativa ruim costuma cobrar juros altos.

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