OBRAS DE MOBILIDADE ANDAM DEVAGAR NO DF

OBRAS%2BDE%2BMOBILIDADE%2BANDAM%2BDEVAGAR%2BNO%2BDF.jpeg

Expansão do metrô, divulgação do horário dos ônibus em tempo real e Bilhete Único estão entre as promessas não cumpridas pelo GDF.

DF MOBILIDADE

O audacioso projeto Circula Brasília tem caminhado a passos de tartaruga. Do pacote com 80 ações previstas para melhorar o transporte público e a mobilidade urbana no Distrito Federal, o prazo para a execução de 38 terminou em junho sem que elas tenham sido finalizadas ou sequer iniciadas. A implantação do Bilhete Único, a divulgação em tempo real das linhas de ônibus que circulam pelo DF, o começo das obras de expansão do metrô e o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estão entre as atividades que já passaram do tempo de ser concluídas, conforme cronograma do próprio Governo do Distrito Federal.
Coordenadora do projeto, a Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (Semob) se defende dizendo que o programa foi ampliado e que muitas dessas obras estão em andamento. Em outros casos, alega, o governo ainda aguarda a liberação de recursos. Mas destaca que as medidas são necessárias para desafogar uma cidade que atingiu, em junho, uma frota de 1.691.278 veículos.
Anunciado em maio de 2016, o grande projeto de mobilidade urbana do DF prevê uma rede integrada de 277km entre os sistemas de metrô, BRT (Bus Rapid Transit) e VLT, a serem concluídas até 2026. Na ocasião do lançamento, 110,38km dessa rede estavam prontos, situação que permanece exatamente igual.

Bilhete Único e metrô

A implantação do Bilhete Único, por exemplo, estava prevista para novembro de 2016, embora seja uma promessa de campanha do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para o seu primeiro ano de mandato. Em fevereiro deste ano, o GDF voltou a adiar a entrega do empreendimento e esticou o prazo por mais 180 dias. O que de fato saiu, um mês antes, foi o reajuste tarifário em todo o DF.
A expansão do metrô em Samambaia (3,7km e duas estações), em Ceilândia (2,3km e duas estações) e até o Hospital Regional da Asa Norte (1km a partir da Rodoviária de Brasília e mais uma estação) deveria ter começado em janeiro. A conclusão era projetada para julho de 2018.
No entanto, segundo a Semob, o governo ainda capta os recursos necessários para a realização do serviço. A licitação contemplará a construção de cinco estações de metrô, incluindo três na Asa Sul (quadras 104, 106 e 110) e outras duas em Taguatinga, Onoyama e Estrada Parque (EPQ).
Para piorar a situação, a documentação incompleta levou o GDF a perder R$ 415 milhões do governo federal. Recursos que deveriam ser investidos no sistema de transporte público, incluindo operações importantes do metrô.

Comentários

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.