Seis montadoras chinesas foram responsáveis por 62,3% das vendas mundiais de veículos eletrificados no primeiro semestre de 2026.
A marca inédita acima dos 60% foi confirmada por um relatório divulgado recentemente pela Associação Coreana de Automóveis e Mobilidade (KAMA).
O feito histórico evidencia um distanciamento cada vez maior e expressivo entre os fabricantes da China e os seus principais rivais globais no setor automotivo.
Esse forte domínio é impulsionado por uma agressiva estratégia de expansão das marcas chinesas no exterior em meio à clara retração do seu mercado interno.
As vendas globais de veículos eletrificados chegaram a 8,847 milhões de unidades de janeiro a junho, apontando uma alta de 2,6% em relação ao ano anterior.
A gigante BYD liderou o ranking mundial de forma isolada com 2,29 milhões de unidades comercializadas, sendo seguida pelo Grupo Geely com 1,127 milhão.
O levantamento também destaca a força da SAIC Motor Group em quarto lugar, a Chery Automobile em sexto, a Leapmotor em sétimo e o Changan Group na nona posição.
Juntas, essas seis marcas asiáticas venderam 5,504 milhões de veículos em todo o mundo, elevando a sua participação coletiva de 57,2% para exatos 62,3%.
O avanço avassalador no mercado externo ocorre exatamente no mesmo momento em que os dados oficiais apontam para um enfraquecimento da demanda interna na China.
O país asiático exportou 7,153 milhões de veículos nos primeiros oito meses de 2026, um número que já supera com folga todo o volume embarcado durante o ano de 2025.
As exportações agora representam 37% do total de vendas de veículos chineses, um salto considerável diante dos 21% registrados no mesmo período do ano anterior.
Dentro da China, as vendas totais de veículos caíram 24,2% em agosto, afetando fortemente os carros a combustão convencional e até mesmo as vendas de elétricos.
As rigorosas medidas compensatórias e tarifas impostas pela União Europeia atingem apenas os carros puramente elétricos, poupando os híbridos e os modelos a gasolina.
Para contornar os graves gargalos de logística global, a BYD encomendou mais dez navios transportadores gigantes com entregas previstas entre os anos de 2027 e 2029.
Caso mantenha essa forte trajetória de aceleração industrial, a China pode registrar mais de 10 milhões de exportações em 2026, marcando um recorde inédito para qualquer país.




