Andrew Macdonald, COO e presidente da Uber, cravou uma previsão ousada para o futuro da mobilidade urbana ao afirmar que, em um horizonte de 15 a 20 anos, a posse de veículos particulares se tornará obsoleta e a maior parte da população sequer precisará de carteira de motorista.
Classificando o carro próprio como o ativo mais ineficiente do mercado, uma vez que os automóveis passam cerca de 98% do tempo estacionados, o executivo confirmou que o desenvolvimento e a integração de veículos autônomos representam hoje, a principal área de investimento global da companhia.
O reflexo prático dessa estratégia já é visível na Europa.
Em meados de agosto, a Uber lançou suas primeiras rotas de robôtáxis em Zagreb, capital da Croácia, em uma parceria estratégica com a operadora de frotas Verne e a desenvolvedora chinesa Pony.ai.
O serviço abrange as áreas centrais da cidade e, nesta fase inicial, opera com um motorista de segurança ao volante para monitorar a integridade do trajeto.
A meta do consórcio é utilizar a operação croata como modelo base para a futura expansão do serviço totalmente autônomo por outras grandes metrópoles europeias.
No Oriente Médio, o avanço tecnológico encontra-se em um estágio ainda mais maduro. Em Dubai, a Uber e a WeRide operam comercialmente veículos autônomos sem qualquer supervisão humana desde março, concentrando as corridas pagas nos distritos de Jumeirah e Umm Suqeim.
A plataforma também integrou o serviço Apollo Go, implementando robôtáxis de sexta geração em zonas turísticas dos Emirados Árabes.
Com acordos firmados com mais de 30 empresas do setor, a Uber projeta estabelecer uma frota de pelo menos 1.200 veículos sem motorista em Dubai, Abu Dhabi e Riad, visando consolidar o serviço em mais de 15 cidades ao redor do mundo até o final de 2026.




