O Supremo Tribunal Federal entrou em uma disputa interna sobre a possibilidade de abrir investigação formal contra Alexandre de Moraes no caso Banco Master. André Mendonça pretende levar o tema ao plenário depois da divulgação do relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Não existe, até agora, votação oficial sobre a abertura da apuração.
Nos bastidores, levantamentos feitos junto a integrantes da Corte mostram um Supremo dividido. Uma das contagens aponta Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça favoráveis à investigação, enquanto Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin estariam no campo contrário. Moraes não participaria de uma votação sobre uma investigação contra si, e a participação de Dias Toffoli também é tratada como incerta.
Nesse cenário, Cármen Lúcia surge como possível voto decisivo. As diferentes apurações sobre o posicionamento dos ministros ainda apresentam variações — sinal de que o placar está longe de ser consolidado —, mas convergem ao apontar forte divisão dentro do Supremo e ausência de posição pública da ministra sobre o mérito da investigação.
Mendonça deve apresentar seu relatório antes de o presidente do STF, Edson Fachin, decidir quando o plenário analisará a controvérsia. O julgamento poderá definir não apenas se Moraes será formalmente investigado, mas também como a própria Corte responderá à maior crise provocada pelas revelações envolvendo Vorcaro e integrantes do Judiciário.




