Os Estados Unidos abriram nesta segunda-feira, 24 de agosto, uma nova etapa da ofensiva econômica contra o Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a Operation Economic Outcast, estratégia que amplia o alcance das sanções secundárias e mira cinco áreas consideradas fundamentais para a sobrevivência financeira de Teerã: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. A ofensiva atingiu ainda quase 60 pessoas, empresas e embarcações vinculadas, segundo Washington, às estruturas econômicas iranianas.
Bessent transformou o acesso ao dólar no principal instrumento de pressão. Durante coletiva em Washington, o secretário advertiu que entidades que facilitarem lavagem de dinheiro em benefício do Irã poderão ser excluídas do sistema financeiro americano. “O relógio começou a correr”, afirmou. O Tesouro, porém, não determinou a expulsão automática de todas as empresas que mantêm relações com Teerã: haverá um período para que instituições e países interrompam operações consideradas irregulares antes da aplicação de determinadas sanções secundárias.
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A iniciativa aprofunda uma política que o próprio Departamento do Tesouro vinha executando nos últimos meses. Em 7 de agosto, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) anunciou medidas contra redes clandestinas de câmbio usadas pelo regime iraniano para movimentar centenas de milhões de dólares e, no mesmo dia, sancionou plataformas de ativos digitais acusadas de facilitar operações financeiras ligadas à Guarda Revolucionária. Na ocasião, Bessent já havia prometido perseguir os canais de financiamento de Teerã independentemente de operarem em dólares, riais ou criptomoedas.
O novo cerco coloca bancos, companhias aéreas, transportadoras, negociadores de ouro, empresas de tecnologia e operadores de criptomoedas diante de uma escolha de alto risco. Washington ainda não revelou quais países serão os primeiros alvos das sanções ampliadas, mas Bessent antecipou que uma grande instituição financeira poderá ser sancionada até o fim desta semana. A mensagem enviada ao mercado internacional é inequívoca: para o governo Trump, manter determinados canais financeiros com o Irã poderá significar perder acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos.




