Justiça dos EUA confirma documento falso usado pelo STF para prender Filipe Martins

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A narrativa que sustentou meses de cárcere e manchetes inflamadas em Brasília acaba de ruir formalmente em solo estrangeiro. Um juiz federal dos Estados Unidos confirmou oficialmente que o registro migratório utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para decretar a prisão preventiva do ex-assessor especial Filipe Martins era, de fato, fraudulento.

​A decisão do magistrado Gregory A. Presnell, do Tribunal Federal do Distrito Médio da Flórida, impõe um duro revés à condução dos inquéritos conduzidos na capital federal sob o beneplácito do Palácio do Planalto e de setores governistas, que transformaram a suposta fuga internacional em um dos pilares de perseguição política.

​Durante a audiência, o magistrado norte-americano não poupou críticas e determinou que a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) entregue todos os documentos e registros que identifiquem os responsáveis pela inclusão dos dados fraudulentos no sistema internacional. De acordo com o tribunal, o próprio governo norte-americano reconhece que a inserção forjada prejudicou gravemente o cidadão brasileiro, que amargou quase seis meses em regime fechado mesmo tendo comprovado, por bilhetes aéreos domésticos da Latam, que jamais havia saído do território nacional.

​Para os observadores da Esplanada dos Ministérios, o episódio escancara o constrangimento diplomático e jurídico de um país que se gaba de defender o “Estado Democrático de Direito” nos fóruns internacionais, mas fundamenta prisões de opositores em dados que a Justiça da maior democracia do mundo classifica sem rodeios como farsa.

​Confira mais detalhes sobre os bastidores do poder e a tramitação do caso:

​O caso ganha novos desdobramentos à medida que as investigações nos Estados Unidos avançam para apontar quem operou o sistema para fabricar a narrativa de fuga.

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