Hegseth afirma que Bogotá autorizou ações conjuntas; governo colombiano confirma avanço da cooperação, mas ainda não detalha alcance nem cronograma
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a entrada oficial da Colômbia na Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), aliança de segurança liderada por Washington. A decisão foi divulgada após encontro, na Cidade do Panamá, entre Pete Hegseth e o ministro colombiano da Defesa, Jorge Eduardo Mora, e torna o país o 19º integrante do grupo.
Hegseth afirmou que o recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella solicitou apoio americano no combate ao chamado “narcoterrorismo” e autorizou operações militares conjuntas contra integrantes e estruturas de organizações criminosas. O Ministério da Defesa da Colômbia confirmou que Mora avançou na preparação do Escudo das Américas ao lado do comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, mas não detalhou o formato dessas ações.
Leia também:
- Espriella vence aliado de Petro e impõe guinada à direita na Colômbia
- Trump autoriza uso de força militar contra cartéis na América Latina; possíveis impactos para o Brasil
- Flávio se encontra com Trump e pede que PCC e CV sejam classificados como terroristas
- EUA deslocam mais de 4 mil militares ao Caribe para missão anticartéis
- EUA oficializam PCC e CV como organizações terroristas
- Relatório de Trump coloca Brasil na mira do narcotráfico global
Criada em março pelo governo Donald Trump, a A3C pretende integrar inteligência, planejamento e capacidade militar contra redes transnacionais de drogas. No encontro do Panamá, os integrantes decidiram formar grupos de trabalho, identificar alvos prioritários e definir países responsáveis por frentes regionais. O plano operacional da coalizão deverá ser concluído e aprovado até novembro.
A adesão consolida a guinada na política de segurança colombiana apenas cinco dias depois da posse de De la Espriella. Até a publicação desta reportagem, Bogotá não havia informado quais forças participarão, quando as operações poderão começar ou se haverá presença americana em solo colombiano. Caso a cooperação envolva o trânsito de tropas estrangeiras, a Constituição do país atribui ao Senado a respectiva autorização. A porta foi aberta; os detalhes militares ainda permanecem no quartel.




