A Volvo Cars anunciou um recuo de 4% em suas vendas globais no trimestre encerrado em julho de 2026, contabilizando a entrega de 164.663 veículos.
Segundo a montadora sueca, que possui sua maior parte acionária controlada pela chinesa Geely Holding, o principal fator responsável por essa retração foi a expressiva desaceleração do mercado automotivo na China.
Esse impacto negativo ofuscou a recuperação da marca nos Estados Unidos, que registrou o terceiro mês consecutivo de crescimento na casa dos dois dígitos, além da estabilidade na Europa, onde a empresa conseguiu manter uma rigorosa disciplina de preços e um nível de crescimento moderado.
Apesar da queda no volume geral, a montadora destacou um avanço contínuo e rápido em sua transição energética.
A comercialização de veículos eletrificados, que engloba opções híbridas plug-in e totalmente elétricas, cresceu 15% e já representa 53% de todos os carros vendidos pela companhia no período.
O grande destaque ficou por conta dos modelos 100% elétricos, cujas vendas saltaram 21%, abocanhando 27% do volume total.
No entanto, o cenário mercadológico instável mantém o setor financeiro cauteloso, com grandes bancos e analistas, como o Citigroup e o HSBC, reduzindo recentemente as projeções de preço-alvo para as ações da Volvo e mantendo recomendações neutras ou de venda para os papéis da empresa.


