Palavrão e dedo do meio no Planalto expõe Lula em ato oficial às vésperas do freio eleitoral

Lula - Foto: Reprodução das redes sociais
Lula - Foto: Reprodução das redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou uma solenidade oficial no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira, 3 de julho, em mais um daqueles episódios que falam mais pelo gesto do que pelo discurso. Durante cerimônia de entregas simultâneas nas áreas de moradia, saúde e educação, Lula defendeu que a população mais pobre tenha acesso a serviços de qualidade, mas escolheu ilustrar a frase com o dedo do meio e a expressão: “Aqui pra eles”. A plateia riu; a liturgia do cargo, nem tanto.

A fala veio no momento em que o presidente criticava a ideia de que “pobre não gosta de coisa boa”. Lula citou atendimento odontológico moderno, prótese feita em máquina 3D e serviços públicos “de primeira”. O problema político é que, em vez de apenas vender a entrega, o presidente colocou a grosseria no centro da cena. Logo depois, ao falar sobre dedução de plano de saúde no Imposto de Renda, voltou a usar palavrão ao dizer que o rico “não paga p**** nenhuma”, porque desconta parte do custo na declaração.

O episódio ocorreu na véspera do freio eleitoral sobre a publicidade institucional, ponto que já vinha sendo tratado pelo DFMobilidade na reportagem Governo Lula empenha R$ 520 milhões em propaganda antes do freio eleitoral. A agenda desta sexta teve cara de balanço, ritmo de vitrine e cheiro de campanha antecipada — tudo dentro daquele figurino em que obra vira palanque antes que a legislação mande apagar os refletores.

Na prática, Lula até tentou emplacar a imagem de um governo que entrega políticas públicas. Mas o que ganhou tração foi o gesto. Em ano eleitoral, quando cada cena vira munição, o presidente ofereceu à oposição um recorte pronto: o chefe da República, no Planalto, usando dedo do meio e palavrão em ato oficial. Como mostrou o DFMobilidade em Eleições 2026: julho trava máquina pública e abre convenções, julho já chegou com sinal amarelo para governos e candidatos. Lula, pelo visto, preferiu entrar no mês com o dedo no acelerador — literalmente.

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