O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira, 3 de julho, que viajará aos Estados Unidos para “defender o Pix” na audiência pública sobre as sobretaxas americanas contra produtos brasileiros. A fala foi feita durante o 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro, e recoloca o sistema de pagamentos instantâneos no centro da disputa entre oposição, governo Lula e Casa Branca.
Flávio acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de transformar a crise comercial em palanque, enquanto empresas brasileiras tentam evitar uma nova pancada sobre exportações. Segundo o senador, o Pix é uma conquista brasileira, foi lançado durante o governo Jair Bolsonaro e precisa ser protegido de uma narrativa que, na visão dele, tenta associar a oposição ao ataque americano ao sistema. Em português direto: enquanto Lula grita “soberania”, Flávio tenta vender a imagem de quem foi bater na porta onde a decisão será tomada.
O caso ganhou peso porque o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, incluiu comércio digital e serviços de pagamento eletrônico entre os pontos investigados no processo aberto contra práticas brasileiras. A proposta americana prevê medidas de resposta, incluindo tarifas, e a audiência da próxima segunda-feira pode ser decisiva para o rumo do embate. O DFMobilidade já havia mostrado essa escalada em Flávio tenta barrar tarifaço dos EUA e blindar o Pix e também em Lula reage a novo tarifaço dos EUA e mira Flávio Bolsonaro.
A disputa, agora, deixou de ser apenas sobre tecnologia bancária. O Pix virou símbolo eleitoral, vitrine de soberania e peça de negociação internacional. Lula tenta colar em Flávio o rótulo de “entreguismo”; Flávio devolve dizendo que vai defender empresas brasileiras e o próprio sistema de pagamentos. No meio desse cabo de guerra, o setor produtivo espera menos teatro e mais resultado — porque tarifa não se paga com discurso inflamado, e boleto diplomático também vence.




