NY Post mira árbitro brasileiro e transforma Claus em símbolo da guerra contra o VAR na Copa

Montagem: NY Post
Montagem: NY Post

O New York Post colocou o árbitro brasileiro Raphael Claus no centro de uma polêmica internacional ao destacar, em tom de cobrança, a expulsão de Folarin Balogun na vitória dos Estados Unidos por 2 x 0 sobre a Bósnia-Herzegovina, pela Copa do Mundo. O jornal norte-americano não ficou apenas no lance: puxou o histórico recente de Claus no Brasil e tratou o episódio como mais um capítulo de uma arbitragem sob contestação. Em Copa disputada dentro de casa, os americanos descobriram que cartão vermelho também tem sotaque estrangeiro — e dói mais quando tira o artilheiro do próximo jogo.

Foto: reprodução N Y Post

No campo, Balogun viveu a noite mais cruel do futebol: abriu o placar, virou personagem principal e acabou expulso aos 64 minutos após revisão do VAR por pisão em Tarik Muharemović. Claus não havia aplicado o vermelho de imediato, mas foi chamado ao monitor e mudou a decisão. Mesmo com um jogador a menos, os Estados Unidos ampliaram com Malik Tillman e avançaram às oitavas, onde enfrentarão a Bélgica sem Balogun, suspenso automaticamente. O problema, para a imprensa americana, não foi apenas a regra; foi a sensação de que o VAR entrou em campo com lupa, câmera lenta e pouca paciência.

A polêmica ganhou combustível porque o NY Post também resgatou o passado de Claus no futebol brasileiro, citando o fato de o árbitro ter sido chamado no âmbito da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, no Senado, após questionamentos de John Textor sobre decisões de arbitragem no Brasileirão de 2023. É preciso separar as coisas: isso não equivale a afirmar que Claus foi condenado ou que exista prova pública de manipulação contra ele. Também houve desmentido, à época, de que a CBF tivesse aberto investigação formal contra o árbitro. A manchete americana, porém, fez o que manchete sabe fazer: colocou gasolina onde já havia brasa.

A discussão agora atravessa o gramado e entra no terreno da credibilidade do VAR, especialmente depois de críticas de Mauricio Pochettino e de comparações com lances semelhantes que não receberam a mesma punição no torneio. A Copa segue mostrando que, no mata-mata, um apito pode pesar tanto quanto um gol. O DFMobilidade já vem acompanhando esse clima de decisão em matérias como Brasil vira sobre o Japão nos acréscimos e sobrevive ao primeiro mata-mata da Copa e México vence o Equador por 2 x 0 e avança às oitavas da Copa. A diferença é que, desta vez, o personagem brasileiro não vestia amarelo: estava de apito, diante do monitor e no olho do furacão.

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