Portugal precisou sofrer, ajustar o roteiro e engolir o orgulho de sua maior estrela para vencer a Croácia por 2 x 1, nesta quinta-feira, 2 de julho, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Em Toronto, o time de Roberto Martínez saiu atrás, viu Cristiano Ronaldo empatar de pênalti e encontrou em Gonçalo Ramos, já nos acréscimos, o gol que manteve viva a caminhada portuguesa no Mundial.
A Croácia abriu o placar no segundo tempo com Ivan Perisic, dando ao jogo aquele cheiro de drama que mata-mata adora espalhar. Portugal reagiu rápido: Cristiano ainda teve um gol anulado por impedimento, mas voltou ao centro da cena ao converter a penalidade marcada após revisão do VAR. Foi o primeiro gol de CR7 em jogos eliminatórios de Copa do Mundo, uma marca que resistia há seis Mundiais e caiu justamente em uma noite de tensão.
O capítulo mais simbólico veio depois. Aos 36 minutos da etapa final, Cristiano Ronaldo foi substituído por Rúben Neves e deixou o campo contrariado. A imagem pesou mais que a troca em si: Portugal tirava seu monumento do gramado antes da sentença final. Só que o futebol, esse cronista cruel, ainda tinha espaço para outro protagonista. Gonçalo Ramos subiu de cabeça e virou o jogo, lembrando que a seleção portuguesa já começa a escrever páginas em que CR7 não precisa estar em todos os parágrafos.
A vitória coloca Portugal adiante e reforça a lógica brutal desta Copa: tradição ajuda, mas não resolve sozinha. O DFMobilidade já havia mostrado esse clima de sobrevivência em Brasil vira sobre o Japão nos acréscimos e sobrevive ao primeiro mata-mata da Copa e também registrou a força dos anfitriões em México vence o Equador por 2 x 0 e avança às oitavas da Copa. Portugal passou, Cristiano marcou, Ramos decidiu — e a Croácia descobriu, tarde demais, que roteiro de Copa não tem respeito por biografia.




