A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou uma nova versão da proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, em uma tentativa urgente de destravar as negociações após a rejeição do material anterior.
Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, a nova proposta foi apresentada em reunião realizada na segunda-feira, 1º de junho, com acréscimos feitos no dia seguinte. O encontro que estava previsto para esta quarta acabou cancelado porque os investigadores pediram mais tempo para analisar o conteúdo. Ou seja: o caso entrou naquela fase em que cada linha pode virar dinamite institucional.
A pressão é máxima. A Polícia Federal já havia recusado a primeira proposta de colaboração por considerar inconsistentes as informações entregues pela defesa. Conforme a Agência Brasil, investigadores avaliaram que os dados apresentados por Vorcaro não batiam com provas e indícios reunidos desde 2024, quando começaram as apurações sobre emissão de títulos de crédito sem a devida cobertura. A PGR, por sua vez, manteve as conversas abertas.
O caso é explosivo porque envolve suspeitas de fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional, possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025, medida formal que colocou a instituição sob intervenção do regime de liquidação e ampliou o impacto do escândalo no mercado financeiro.
A nova proposta tenta responder a uma cobrança central dos investigadores: a colaboração precisa trazer fatos novos, provas verificáveis, caminhos para recuperação de recursos e eventual identificação de autoridades beneficiadas por relações ilícitas. Sem isso, a delação vira apenas uma peça de defesa com verniz de colaboração. E, em crise bancária desse porte, verniz não segura parede rachada.
O DFMobilidade já acompanha os reflexos do caso no Distrito Federal. Em matéria relacionada, o portal mostrou que o GDF agiu para proteger o BRB de risco sistêmico após a turbulência envolvendo o Banco Master e a tentativa de preservar a estabilidade do banco público brasiliense. O episódio reforça que a crise deixou de ser apenas um problema de bastidor financeiro e passou a tocar diretamente a governança, a política e a segurança institucional de Brasília.
A eventual delação de Vorcaro ainda depende de validação técnica da PF e da PGR. Caso haja acordo, a palavra final caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela homologação. Até lá, o caso permanece em estado de emergência jurídica: qualquer avanço pode redesenhar o mapa de responsabilidades no escândalo Master.
Acompanhe o DFMobilidade nas redes sociais e fique por dentro dos bastidores de Brasília, da política e da mobilidade urbana.
Instagram: https://www.instagram.com/dfmobilidade
Facebook: https://www.facebook.com/DFMobilidade
X: https://x.com/dfmobilidade
YouTube: https://www.youtube.com/@dfmobilidade






