Audiência de técnicos acusados por mortes em UTI começa em Taguatinga

Foto: Divulgação
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A Justiça do Distrito Federal iniciou nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, a audiência de instrução dos três técnicos de enfermagem acusados de envolvimento nas mortes de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. O caso corre em segredo de Justiça e será conduzido no plenário do Tribunal do Júri de Taguatinga.

Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), as sessões estão previstas para os dias 27 e 29 de maio e 1º de junho, sempre às 14h. A programação prevê a oitiva de testemunhas pelas partes e, ao final, poderá ocorrer o interrogatório dos réus.

Respondem ao processo Amanda Rodrigues de Sousa, Marcela Camilly Alves da Silva e Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo. Eles são acusados pelas mortes de pacientes na UTI do Hospital Anchieta. Nesta fase, a audiência serve para produção de provas orais e não representa julgamento definitivo. Em linguagem simples: é etapa decisiva, mas ainda não é sentença.

Por causa do segredo de Justiça, a imprensa não poderá acompanhar os depoimentos. Apenas as partes, os representantes legais e interessados cadastrados no processo, como assistentes de acusação, terão acesso às audiências.

O caso ganhou repercussão nacional em janeiro, quando a Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar a suspeita de que ex-técnicos de enfermagem teriam provocado mortes de pacientes em um hospital particular de Taguatinga. A Agência Brasil informou, à época, que os óbitos ocorreram em novembro e dezembro de 2025 e que a motivação ainda não havia sido esclarecida publicamente.

Em março, a Justiça aceitou a denúncia contra o trio. De acordo com o Metrópoles, o juiz entendeu haver indícios suficientes de materialidade e autoria para o início da ação penal por homicídio qualificado. Marcos Vinícius e Marcela Camilly foram denunciados por três homicídios, enquanto Amanda responde por dois; também há apuração sobre tentativas de homicídio.

As vítimas citadas no processo são João Clemente Pereira, 63 anos, Marcos Moreira, 33 anos, e Miranilde Pereira da Silva, 75 anos. A gravidade do caso impõe cautela redobrada: os réus são acusados, mas continuam protegidos pelo princípio constitucional da presunção de inocência até eventual condenação definitiva.

A audiência desta quarta-feira marca um novo capítulo de um dos casos mais sensíveis já registrados na rede hospitalar privada do Distrito Federal. A partir dos depoimentos e das provas produzidas, a Justiça definirá os próximos passos do processo.

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