Stock Car retorna a Goiânia para o GP Chevrolet Sonic em pista renovada

Foto: Seel GO
Foto: Seel GO

O Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna volta a ser o epicentro do automobilismo sul-americano neste fim de semana, de 15 a 17 de maio, para a disputa do GP Chevrolet Sonic.

Esta quarta etapa da temporada 2026 da BRB Stock Pro Series marca a consolidação do circuito goiano após passar por uma reestruturação profunda, que recentemente permitiu até o retorno da MotoGP ao Brasil.

Além da categoria principal, que agora conta com SUVs equipados com potentes motores V8, o evento traz as disputas da Stock Light e da Turismo Nacional, prometendo um grid equilibrado e alta competitividade.

No topo da tabela, Felipe Fraga tenta defender sua liderança de 311 pontos contra a pressão de Rafael Suzuki e Gabriel Casagrande.

A relação histórica entre a Stock Car e a capital goiana é uma das mais longevas do esporte nacional, tendo começado em junho de 1979 com a vitória do piloto local Alencar Jr.

Com 84 largadas realizadas em seu asfalto, o traçado de 3.835 metros é o segundo que mais recebeu a categoria na história, perdendo apenas para Interlagos.

Palco de momentos lendários, como as vitórias de Rubens Barrichello na Corrida do Milhão e a icônica despedida de Ingo Hoffmann dividindo o carro com o próprio Barrichello em 2015, Goiânia reafirma sua posição como um templo da velocidade.

Para os fãs de provas de longa duração, o calendário já antecipa uma etapa de endurance com três horas de duração prevista para outubro deste ano.

A programação do fim de semana é intensa e começa já nesta sexta-feira com os treinos livres e o shakedown da categoria Pro.

No sábado, a tensão sobe com as sessões de classificação logo pela manhã e a realização da corrida sprint da Stock Car às 15h, além das primeiras provas da Turismo Nacional e Stock Light.

O encerramento no domingo reserva as maiores emoções com a visitação aos boxes e a corrida principal da BRB Stock Pro Series, que terá 50 minutos de duração mais uma volta, fechando uma maratona de automobilismo que movimenta a economia e a paixão esportiva da região Centro-Oeste.

A transição da Stock Car para modelos de carroceria SUV, uma tendência global que chegou à categoria, trouxe desafios fascinantes para a engenharia de pista.

Diferente dos sedãs tradicionais utilizados nas décadas anteriores, os SUVs possuem um centro de gravidade naturalmente mais elevado e um arrasto aerodinâmico frontal maior devido à sua área frontal expandida.

Para compensar essa característica física e manter as velocidades finais competitivas em uma pista rápida como a de Goiânia, as equipes precisam trabalhar intensamente no ajuste fino das suspensões e no mapeamento do fluxo de ar sob o assoalho do veículo.

No traçado goiano, onde as retas permitem que os motores V8 despejem toda a sua potência, o equilíbrio entre estabilidade lateral nas curvas de média velocidade e a redução do arrasto é o que separa o pole position do restante do pelotão.

O uso de materiais compostos de alta resistência permite que esses novos veículos mantenham a rigidez torcional necessária, enquanto os sistemas de telemetria em tempo real monitoram como a temperatura dos pneus reage ao asfalto renovado de Goiânia, que oferece um nível de aderência (grip) superior, mas também exige uma gestão de desgaste muito mais precisa por parte dos pilotos.

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