A ausência do senador Wilder Morais (PL) na votação do Senado Federal que analisava a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) segue provocando desgaste político em Goiás. O episódio ganhou novos contornos nesta quinta-feira (7/5), após uma discussão entre dois deputados estaduais do PL terminar em troca de ameaças e intervenção policial dentro da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
O embate envolveu os deputados Amauri Ribeiro e Major Araújo e escancarou, mais uma vez, o clima de divisão interna no partido no estado.
A crise começou ainda no dia 30 de abril, durante sessão na Alego, quando Amauri Ribeiro criticou publicamente a ausência de Wilder Morais na votação considerada estratégica pela oposição ao governo federal. Segundo o parlamentar, a postura do senador representou “uma vergonha para Goiás”, destacando que dois senadores goianos votaram contra a indicação, enquanto Wilder optou por não participar da votação.
Na sessão seguinte, Major Araújo saiu em defesa de Wilder Morais, que também é apontado como pré-candidato ao Governo de Goiás. O deputado aproveitou para atacar Amauri Ribeiro, relembrando a recente filiação do colega ao PL após deixar o União Brasil no início de abril.
A troca de acusações rapidamente elevou o tom. Na quarta-feira (6/5), Amauri, participando remotamente da sessão, chegou a cancelar compromissos no interior do estado para comparecer presencialmente ao plenário no dia seguinte e resolver a situação “olho no olho”.
O ápice da crise ocorreu nesta quinta-feira (7/5), quando a sessão plenária precisou ser encerrada antes do previsto após sucessivas ofensas entre os parlamentares. Durante o bate-boca, Major Araújo chamou Amauri de “Joice Hasselmann do PL”, insinuando oportunismo político e ataques internos ao partido. Amauri rebateu chamando o colega de “soldadinho de brinquedo”. As agressões verbais continuaram, incluindo termos como “burro” e “canalha”.
Mesmo após o encerramento da sessão, os ânimos permaneceram exaltados. Segundo relatos, Amauri teria afirmado: “Não deixa eu pôr a mão em você não”. Em resposta, Major Araújo reagiu com ameaça direta: “Põe a mão em mim pra você ver. Amanhã você amanhece morto. Vagabundo, safado”.
A Polícia Legislativa foi acionada para conter a situação. Pouco depois, os dois deputados deixaram o plenário.












