A taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua. O resultado representa alta de 1 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em dezembro de 2025, quando o índice estava em 5,1%.
Apesar da piora no curto prazo, o dado ainda ficou abaixo dos 7% registrados no trimestre encerrado em março de 2025. Segundo o IBGE, trata-se da menor taxa para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Ou seja: o número subiu, mas o governo federal não ganhou exatamente um troféu para colocar na estante econômica.
A população desocupada chegou a 6,6 milhões de pessoas, com alta de 19,6% no trimestre. Na prática, isso significa 1,1 milhão de brasileiros a mais procurando trabalho. Na comparação anual, porém, houve recuo de 13%, o equivalente a 987 mil pessoas a menos nessa condição.
O total de trabalhadores ocupados ficou em 102 milhões, queda de 1% no trimestre, o que representa 1 milhão de pessoas a menos trabalhando. Ainda assim, o contingente permanece 1,5% acima do registrado no mesmo período de 2025.
A perda de postos se concentrou em três áreas. Comércio, administração pública e serviços domésticos perderam, juntos, mais de 870 mil vagas na comparação com o trimestre anterior. Segundo o IBGE, não houve crescimento no número de ocupados em nenhum dos dez grupamentos de atividade analisados.
A informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O índice ficou abaixo dos 37,6% registrados no trimestre anterior e dos 38% observados no mesmo período de 2025.
Outro ponto relevante foi o rendimento. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.722, novo recorde da série, com alta de 1,6% no trimestre e 5,5% no ano. A massa de rendimento real habitual também atingiu novo recorde, somando R$ 374,8 bilhões.
Os dados mostram um mercado de trabalho em situação contraditória: há melhora na comparação anual, mas perda de fôlego no início de 2026. Para o governo federal, o desafio será explicar como um país com renda média em alta também registra mais brasileiros fora do emprego. No bolso do trabalhador, estatística bonita só vale quando vira estabilidade, salário e vaga aberta.
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