R$ 23,4 milhões: Moraes amplia patrimônio imobiliário em ritmo acelerado e levanta questionamentos

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ampliou significativamente seu patrimônio imobiliário nos últimos anos, segundo levantamento baseado em registros de cartório e dados públicos compilados por veículos de imprensa. As aquisições, feitas em conjunto com sua esposa, a advogada Viviane Barci, somam valores expressivos e chamam atenção pela velocidade de crescimento.

De acordo com os dados, o casal adquiriu imóveis que totalizam cerca de R$ 23,4 milhões apenas nos últimos cinco anos. No conjunto, o patrimônio imobiliário declarado alcança aproximadamente R$ 31,5 milhões, distribuídos em dezenas de propriedades.

Quando foi indicado ao STF, ainda no governo Michel Temer, Moraes e sua esposa possuíam um volume patrimonial consideravelmente menor, estimado em cerca de R$ 8,6 milhões. Desde então, houve uma expansão relevante, com aumento superior a 200% no valor dos bens.

Os registros analisados indicam que todas as aquisições constam formalmente em cartórios, com base em valores nominais declarados nos contratos. Especialistas em direito administrativo e transparência pública apontam que, embora a evolução patrimonial não configure irregularidade por si só, casos envolvendo agentes públicos de alta relevância institucional tendem a atrair maior escrutínio da sociedade.

Outro dado que chama atenção é o crescimento do volume de atuação profissional vinculado ao escritório de advocacia de Viviane Barci. Informações públicas indicam aumento expressivo no número de processos em instâncias superiores, o que coincide com o período em que Moraes passou a integrar a Suprema Corte.

O salto patrimonial mais intenso teria ocorrido a partir de 2021, período em que se concentram a maior parte das aquisições recentes. O montante investido nesse intervalo representa parcela significativa de todo o histórico de investimentos imobiliários do casal.

Até o momento, não há registro de irregularidades formais apontadas por órgãos de controle. Ainda assim, a dimensão e a velocidade do crescimento patrimonial colocam o tema no centro do debate público, especialmente em um cenário de crescente cobrança por transparência de autoridades com papel central na estrutura do Estado.

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