Celina Leão assume o comando do Distrito Federal nesta segunda-feira (30), em uma mudança que redesenha o cenário político local e já projeta os bastidores das eleições de 2026.
A transição ocorre após a saída de Ibaneis Rocha do cargo no último sábado (28), decisão estratégica para viabilizar sua candidatura ao Senado. Com isso, a então vice-governadora Celina Leão passa a chefiar o Governo do Distrito Federal (GDF) em definitivo, em cerimônia realizada na Câmara Legislativa do DF (CLDF).
A posse marca não apenas uma troca administrativa, mas o início de uma nova fase política na capital. Celina assume com a missão de dar continuidade às políticas públicas e, ao mesmo tempo, consolidar sua própria identidade de gestão. Nos bastidores, já é tratada como peça-chave no jogo eleitoral deste ano.
A mudança atende às regras de desincompatibilização eleitoral, que exigem a saída de governantes seis meses antes da eleição quando pretendem disputar outro cargo. Isso coloca Ibaneis diretamente na corrida ao Senado, enquanto Celina ganha protagonismo e visibilidade no Executivo local.
A nova governadora chega ao cargo em um momento sensível. Além da pressão natural de manter a máquina pública funcionando, terá de lidar com temas delicados, como a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e seus desdobramentos políticos.
Com trajetória consolidada na política do DF — já foi deputada distrital, federal e presidente da CLDF — Celina Leão assume pela segunda vez o comando do governo, agora em caráter definitivo.
O movimento abre oficialmente a corrida de poder em Brasília: de um lado, Ibaneis mirando o Senado; do outro, Celina com a chave do Buriti nas mãos — e, como se diz nos bastidores, com a caneta que pode decidir muito mais do que decretos.




