O impacto do conflito no Oriente Médio já chegou com força ao Brasil — e diretamente no bolso do consumidor. Em apenas dez dias, o preço médio das passagens aéreas nacionais registrou alta de 15%, segundo levantamento baseado em buscas nas principais rotas do país.
O aumento ocorre em meio à escalada da guerra no Irã e ao fechamento estratégico do Estreito de Ormuz, um dos principais corredores globais de petróleo. A consequência é imediata: combustível mais caro, operação mais onerosa e, claro, tarifas mais salgadas para quem precisa voar — mesmo dentro do território nacional.
Especialistas do setor apontam que o querosene de aviação, fortemente atrelado ao preço internacional do petróleo, representa uma fatia relevante do custo das companhias aéreas. Em cenários de instabilidade global, o repasse ao consumidor costuma ser rápido — e inevitável.
O levantamento considerou cerca de 400 mil buscas realizadas entre fevereiro e março, comparando os preços antes e depois do agravamento do conflito. O resultado mostra uma tendência consistente de alta, acendendo um alerta para quem pretende viajar nas próximas semanas.
Enquanto isso, o passageiro brasileiro segue refém de fatores externos e de um mercado altamente sensível a crises internacionais — sem qualquer sinal de alívio no curto prazo.
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