O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou nesta sexta-feira (13) a suspensão de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua internação em Brasília, além de estabelecer vigilância permanente de 24 horas por agentes de segurança.
A decisão foi tomada após Bolsonaro apresentar problemas de saúde durante a madrugada, quando teria sofrido episódios de vômitos e calafrios enquanto estava custodiado. Ele foi levado ao hospital DF Star, onde passou por exames como tomografia e análises laboratoriais.
No despacho, Moraes determinou que equipes policiais permaneçam de prontidão para garantir a segurança e fiscalização contínua do ex-presidente durante o período de internação. A ordem estabelece que pelo menos dois policiais permaneçam na porta do quarto hospitalar, com reforço de equipes dentro e fora da unidade de saúde.
O ministro também suspendeu temporariamente as visitas que já haviam sido autorizadas. De acordo com a decisão, qualquer acesso ao quarto hospitalar só poderá ocorrer mediante autorização judicial prévia.
Apesar da restrição geral, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente seguem autorizados a visitá-lo.
Outro ponto da decisão determina que acompanhantes não poderão portar celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico dentro do quarto ou da UTI, cabendo à polícia garantir o cumprimento da medida durante todo o período de internação.
Bolsonaro permanece sob avaliação médica, enquanto a segurança e as restrições impostas pelo STF seguem em vigor até nova determinação judicial.




