A medida corporativa, detalhada nesta quarta-feira, representa o mais longo fechamento de rota já promovido por uma grande transportadora ocidental desde o agravamento da crise militar entre os Estados Unidos e o Irã, que acaba de adentrar a sua segunda semana consecutiva.
O efeito dominó do conflito também forçou a diretoria da empresa a interromper as conexões vitais para Beirute até o final de março, para Tel Aviv até o dia vinte e dois do mesmo mês, e para os cobiçados destinos turísticos de Dubai e Abu Dhabi até a próxima semana.
O impacto estrutural na malha viária global é estarrecedor, com escritórios de análise de aviação contabilizando mais de vinte e três mil voos cancelados em todo o Oriente Médio, pulverizando mais da metade da programação regional e afetando diretamente cerca de quatro milhões e quatrocentos mil assentos de passageiros.
Diante do colapso logístico e do fechamento massivo de fronteiras aéreas, a prioridade diplomática do governo europeu voltou-se para missões emergenciais de repatriação.
Na madrugada desta quinta-feira, aterrissou em segurança na cidade de Frankfurt o primeiro voo de evacuação fretado pelo Estado alemão, operado por um jato de grande porte da Lufthansa que conseguiu decolar estrategicamente de Mascate, na vizinha Omã.
As autoridades do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha esclareceram que a operação inicial concedeu prioridade absoluta para o embarque de cidadãos em situação de vulnerabilidade, resgatando majoritariamente gestantes, crianças e pessoas dependentes de cuidados médicos contínuos.
A urgência da força-tarefa é justificada pelas estatísticas do setor de turismo nacional, que calcula a existência de aproximadamente trinta mil clientes de operadoras de viagens alemãs completamente impossibilitados de retornar para casa devido ao bloqueio dos céus em sete nações e às restrições parciais em todo o Golfo Pérsico.
O estrangulamento das rotas atingiu severamente todo o conglomerado corporativo do Grupo Lufthansa, que engloba também subsidiárias importantes como a Swiss, Austrian Airlines e a Eurowings, resultando em mais de três mil e quatrocentos cancelamentos em sua rede global.
Para manter as pontes aéreas intercontinentais operando, os jatos que partem dos grandes hubs de Frankfurt e Munique rumo à Ásia estão sendo forçados a realizar longos e dispendiosos desvios pelo Cáucaso e pela Turquia, adicionando até duas horas ao tempo total de viagem.
Curiosamente, apesar da queda abrupta no valor das ações do setor aéreo europeu nesta semana devido ao encarecimento do combustível e perdas de receita, a gestão da companhia alemã enxerga uma rara janela de oportunidade para expandir suas rotas asiáticas e africanas, visando absorver a massiva demanda de passageiros que costumavam voar pelas agora paralisadas gigantes árabes.




