No primeiro semestre de 2026, a Petrobras alcançou a maior margem de lucro entre as principais petroleiras multinacionais do mundo.
De acordo com estudo técnico divulgado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) com dados compilados pelo Dieese, a estatal brasileira superou corporações como Saudi Aramco, ExxonMobil e Chevron.
A taxa de margem líquida da companhia atingiu expressivos 29,15%, o que significa que mais de US$ 29 de cada US$ 100 faturados se transformaram em lucro líquido após custos, despesas e tributos.
Em valores absolutos, a estatal registrou um resultado líquido de R$ 85,1 bilhões (cerca de US$ 16,6 bilhões), garantindo o terceiro lugar no ranking financeiro global do setor.
O levantamento histórico acompanha os balanços financeiros das gigantes petrolíferas desde 2020 e marca a primeira vez em que a empresa brasileira alcança o topo da rentabilidade.
Analistas econômicos atribuem o desempenho inédito à grande eficiência operacional, à contenção de gastos gerais e aos patamares de valorização do barril no mercado externo.
Outro diferencial estratégico decisivo foi o modelo de atuação integrada da petroleira, que mantém estruturas consolidadas tanto na extração quanto no refino de derivados e combustíveis.
No período avaliado, a produção de óleo e gás natural bateu recorde com 3,34 milhões de barris equivalentes por dia, destinando cerca de 30% do total produzido ao mercado internacional.
O parque de refino nacional também operou em patamares máximos de atividade, registrando a marca recorde de 101,2% no fator de utilização de suas instalações industriais.




