As intervenções para a modernização e ampliação do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, vêm provocando retentções no tráfego e alterando a rotina de motoristas e passageiros que acessam o terminal.
Implementadas em meados de outubro, as mudanças no fluxo viário visam abrir espaço para as obras tocadas pela concessionária Aena, que somam investimentos de R$ 2,4 bilhões com previsão de conclusão para junho de 2028.
No entanto, condutores e taxistas que atuam no local relatam que o tempo para percorrer o trecho de acesso ao embarque e desembarque, que durava cerca de quatro minutos, passou a consumir até 25 minutos nos horários de pico, levando passageiros a desembarcar prematuramente na via pública para evitar a perda de voos.
A principal alteração afeta os veículos procedentes do túnel Paulo Autran, que agora precisam realizar uma conversão à direita ao sair da estrutura e contornar o bolsão de táxis para acessar o terminal ou os estacionamentos.
A Aena informou que as adequações viárias são indispensáveis para a evolução dos canteiros de obra e afirmou que seu monitoramento não registrou acréscimo no tempo médio de trânsito.
Para mitigar os impactos durante o período de reformas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) atua na orientação do trânsito na região, enquanto o projeto final prevê a ampliação de faixas de circulação interna e a criação de uma praça específica para embarque de passageiros por aplicativos, com mais que o dobro das vagas atuais.
Considerada a maior intervenção estrutural desde a inauguração do aeroporto em 1936, a reformulação prevê a expansão do terminal de passageiros e a elevação de 12 para 19 pontes de embarque direto (fingers).
O plano dividido em três etapas abrange a readequação das distâncias de segurança entre pistas e pátios, a transferência provisória das instalações operacionais de companhias aéreas e a conversão do antigo hangar da Varig em uma sala de embarque remoto.
O cronograma de obras inclui ainda a implementação de novos sistemas automatizados de controle e processamento de bagagens ao longo dos próximos dois anos.




