Destroços de avião da Pan Am são localizados 74 anos após acidente histórico

Foto: Divulgação/Pan Am Historical Foundation/John Johnson Collection
Foto: Divulgação/Pan Am Historical Foundation/John Johnson Collection

Uma equipe de pesquisadores encontrou os destroços do Clipper Endeavor, um avião da antiga Pan American World Airways, 74 anos após a tragédia que vitimou 52 pessoas perto de Porto Rico.

A descoberta encerra décadas de buscas por uma aeronave cujo acidente, ocorrido em 1952, foi um marco decisivo para a criação de diversos protocolos de segurança utilizados na aviação comercial moderna.

O modelo Douglas DC-4 havia decolado de San Juan com destino a Nova York no dia 11 de abril de 1952.

Poucos minutos após a partida, graves falhas em dois motores forçaram a tripulação a realizar um pouso de emergência no mar.

Embora todos a bordo tenham sobrevivido ao impacto inicial contra a água, o avião afundou de maneira muito rápida, permitindo que apenas 17 pessoas fossem resgatadas com vida pelas equipes de socorro.

As investigações da época apontaram que o alto número de vítimas foi consequência direta da falta de normas de emergência padronizadas.

Naquele período, não existiam demonstrações obrigatórias antes da decolagem nem protocolos eficientes de evacuação, além de a barreira do idioma ter dificultado enormemente a comunicação dentro da cabine.

Devido a essa tragédia, a indústria aeronáutica global passou a adotar as instruções de rotina e as rígidas regras internacionais de proteção aos passageiros que conhecemos hoje.

A localização exata dos destroços ocorreu em junho deste ano, a cerca de 600 metros de profundidade no Oceano Atlântico, graças a uma operação conduzida pela Air/Sea Heritage Foundation em parceria com a Deep Sea Vision e o programa Expedition Unknown.

A utilização de sonares de alta resolução e veículos submarinos autônomos permitiu mapear o fundo do mar e identificar a fuselagem dividida, que ainda preservava o clássico logotipo da Pan Am.

Atualmente, as entidades trabalham junto ao governo de Porto Rico para proteger a área marinha e avaliam a construção de um memorial, garantindo que os familiares das vítimas e os dois últimos sobreviventes fossem informados em primeira mão antes do anúncio público.

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