A disparada nos preços dos combustíveis, impulsionada pela guerra no Irã, fez o mercado europeu de carros elétricos quebrar um recorde histórico.
Pela primeira vez, o continente ultrapassou a marca de meio milhão de emplacamentos em um único mês.
O volume de vendas saltou 37% em março, encostando nas 540 mil unidades.
Esse movimento de fuga das bombas já aparece com clareza nas plataformas digitais, com o interesse por veículos a bateria crescendo até 50% nos principais sites de busca automotiva da região.
A Alemanha assumiu o centro dessa virada de consumo.
Os registros de modelos elétricos no país dispararam 66% no último mês, superando oficialmente a comercialização de carros a gasolina de forma inédita.
A retomada expressiva acontece em um cenário que combina incentivo e crise: o governo alemão voltou a oferecer subsídios de até seis mil euros para novas compras, exatamente no momento em que o litro do diesel rompeu a pesada barreira dos 2,50 euros nos postos locais.
O reflexo da tensão petrolífera também atingiu em cheio o Reino Unido.
O mercado britânico contabilizou mais de 86 mil novos carros elétricos nas ruas em março, garantindo um avanço de 24% no setor, embora a proporção ainda siga abaixo da meta ambiental do país para 2026.
O baque no bolso do motorista afeta toda a União Europeia desde que o conflito no Oriente Médio prejudicou a rota do Estreito de Ormuz.
Na França e na Alemanha, a gasolina encareceu 17% em questão de semanas.
A manutenção dessa nova corrida pela eletrificação encontra amparo em mudanças estruturais do mercado.
A oferta crescente de modelos mais acessíveis e o aperto nas regulamentações europeias contra a emissão de poluentes criam uma base sólida para manter as vendas aquecidas.
Para o consumidor, a matemática do dia a dia virou o fator decisivo, assim carregar o veículo na própria garagem chega a custar até 56% menos por quilômetro rodado na comparação direta com o abastecimento tradicional.




