Um relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira, identificou três infraestruturas urbanas no Distrito Federal que representam risco à navegação aérea por atraírem aves para a Área de Segurança Aeroportuária (ASA) do Aeroporto Internacional de Brasília.
Os pontos mapeados no raio de 20 quilômetros a partir do centro da pista principal envolvem a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) e a Unidade de Recebimento de Entulho (URE).
O terminal brasiliense ocupa a segunda posição nacional em volume de colisões com fauna e o sexto lugar em registros com danos às aeronaves.
No primeiro semestre de 2026, foram contabilizadas 52 colisões com aves em 25.639 operações de decolagem, das quais seis resultaram em avarias nos aviões.
Apesar dos números absolutos, o levantamento aponta uma redução de 29% na taxa de colisões por 10 mil ciclos operacionais e de 50% nas ocorrências com danos em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O documento do Cenipa adverte que a Lei Federal nº 12.725/2012, que disciplina a restrição de atividades atrativas de animais no entorno de aeródromos, ainda carece de regulamentação por decreto executivo para definir os ritos de fiscalização e apuração de infrações.
A concessão privada Inframerica, responsável pela administração do aeroporto, mantém ações contínuas de manejo operacional, utilizando veículos, sirenes e cães adestrados para afugentamento, mas ressalta que intervenções diretas em propriedades externas à área concedida dependem da atuação dos órgãos públicos do Distrito Federal e da União.




