Um grave acidente aéreo ocorrido neste domingo deixou pelo menos cinco pessoas mortas e outras cinco feridas — três delas em estado crítico — no Aeroporto Internacional de Miami.
Um avião de carga operado pela companhia 21 Air a serviço da Amazon Prime Air não conseguiu realizar o pouso corretamente, ultrapassou os limites da pista e colidiu violentamente contra diversos veículos em solo.
O impacto dramático deixou o piloto e o copiloto presos nas ferragens da aeronave, enquanto as equipes de emergência também precisaram realizar manobras complexas para resgatar vítimas que ficaram presas dentro dos carros atingidos.
A tragédia mobilizou uma operação de resgate massiva, contando com mais de 60 unidades e cerca de 200 profissionais do Corpo de Bombeiros de Miami-Dade, que trabalharam intensamente ao longo do dia, inclusive para conter um grande vazamento de combustível na pista.
A aeronave acidentada, um Boeing 767-300 com 32 anos de uso, havia decolado de San Juan, em Porto Rico, e segundo dados de rastreamento do Flightradar24, trafegava a aproximadamente 207 km/h ao sair da área utilizável de pouso.
O aeroporto chegou a suspender todos os voos imediatamente após a colisão, mas retomou as operações de forma gradual no período da noite.
As investigações oficiais sobre as causas da falha no pouso já foram iniciadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), que enviou uma equipe especializada ao local da tragédia.
Em comunicados, a Amazon, a Boeing e a operadora 21 Air lamentaram profundamente as perdas humanas e garantiram total cooperação com as autoridades federais.
O acidente impacta diretamente o terceiro aeroporto de carga mais movimentado do país e reacende alertas de segurança no setor logístico, relembrando um episódio fatal ocorrido em 2019, quando outro cargueiro a serviço da Amazon Prime Air caiu no Texas.




