Pelo menos sete voos comerciais com destino a aeroportos em Varsóvia, Roma, Sófia e Múrcia foram alvo de ameaças falsas de bomba ao longo desta terça-feira, 3 de novembro.
A onda de alertas mobilizou procedimentos de emergência, escoltas por caças militares, buscas em solo e o fechamento temporário de um aeroporto na Polônia.
Nenhuma aeronave transportava explosivos e não houve registro de feridos entre passageiros e tripulantes das companhias LOT, Scandinavian Airlines, Wizz Air e Ryanair.
Na Polônia, um voo da LOT vindo de Londres-Heathrow com 181 pessoas a bordo precisou ser desviado para o aeroporto de Varsóvia-Modlin, que suspendeu temporariamente as operações para a evacuação e varredura da aeronave.
Em Roma, a Força Aérea Italiana escoltou um avião da Ryanair procedente de Dublin até o Pouso em Fiumicino, onde a aeronave e outro voo vindo de Lisboa passaram por inspeção após receberem ameaças por e-mail. Varreduras semelhantes foram executadas sem intercorrências em Sófia, na Bulgária, e em Múrcia, na Espanha, em voos procedentes de Bérgamo e Manchester.
A sequência de alarmes falsos ocorre um dia após um voo da Wizz Air ter sido desviado para Budapeste sob escolta de caças húngaros pela mesma razão.
As autoridades da aviação civil e os órgãos de inteligência europeus investigam a autoria das mensagens mal-intencionadas para identificar se há coordenação centralizada, avaliando o episódio no contexto das crescentes preocupações com ações de interferência híbrida contra a infraestrutura de transporte no continente.




