O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou uma alta de 0,89% no mês de abril, o maior patamar desde fevereiro.
Com o resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice passou a acumular 4,37% no período dos últimos doze meses.
O avanço do indicador no mês foi fortemente pressionado pelo encarecimento de dois grupos fundamentais para o consumidor: alimentação e bebidas, e transportes.
No setor alimentício, o consumo no domicílio foi o principal responsável pela elevação, acelerando de 1,10% em março para 1,77% em abril.
O fenômeno é explicado, em grande parte, pelo período de entressafra, que reduz temporariamente a oferta de produtos no mercado.
Entre os itens que apresentaram as maiores disparadas de preço destacam-se a cenoura (25,43%), a cebola (16,54%), o leite longa vida (16,33%) e o tomate (13,76%).
A alimentação fora de casa também acompanhou o movimento, dobrando a taxa do mês anterior e fechando em 0,70%.
Já o grupo de transportes sofreu impacto direto da instabilidade do cenário geopolítico internacional, com os combustíveis apresentando uma alta geral de 6,06%.
A gasolina isolou-se como o item de maior pressão individual em todo o IPCA-15, subindo 6,23%, enquanto o óleo diesel encareceu 16%.
A alta nas bombas é um reflexo imediato dos recentes conflitos no Oriente Médio, que geraram sucessivos bloqueios logísticos no Estreito de Ormuz.
A crise na região reduziu a oferta global de petróleo e elevou os custos internacionais da commodity, repassando o aumento de preços para o mercado brasileiro, apesar das medidas governamentais adotadas para tentar atenuar o impacto econômico doméstico.










