O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de grande perigo para centenas de municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, advertindo sobre chuvas extremas, queda de granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h.
Diante do risco iminente de alagamentos, queda de árvores e graves transtornos viários, a principal orientação das autoridades de segurança é que os motoristas avaliem a real necessidade do deslocamento e, se possível, adiem a viagem até que as condições climáticas se estabilizem.
A classificação vermelha é o nível máximo de alerta do órgão, indicando altíssima probabilidade de danos à infraestrutura e acidentes graves.
Caso o condutor seja surpreendido pelo mau tempo já na estrada, as medidas imediatas de direção defensiva incluem a redução gradual da velocidade, o aumento da distância de seguimento para os veículos à frente e a manutenção dos faróis baixos acesos.
É crucial evitar o acionamento do pisca-alerta com o carro em movimento, prática comum que pode confundir outros motoristas e mascarar uma emergência real.
Em situações de aquaplanagem, quando os pneus perdem o atrito com o asfalto devido ao acúmulo de água, a recomendação da Polícia Rodoviária Federal é manter o volante firme e reto, retirar o pé do acelerador lentamente e jamais frear de forma brusca para conseguir retomar o controle da direção.
Quando a chuva bloqueia completamente a visibilidade ou fortes ventanias ameaçam a estabilidade do veículo, insistir no trajeto torna-se um risco crítico.
Nessas condições extremas, o motorista deve procurar abrigos seguros totalmente fora da via, como postos de combustíveis ou bases operacionais de concessionárias.
É estritamente contraindicado parar no acostamento, sob árvores, placas ou debaixo de viadutos e túneis, pois essas atitudes aumentam drasticamente as chances de engavetamentos e bloqueiam a passagem urgente de viaturas de resgate.
Além disso, a regra de ouro para a sobrevivência em temporais é nunca tentar atravessar trechos alagados, uma vez que a profundidade da água, a força da correnteza e a integridade do pavimento afundado são totalmente imprevisíveis, podendo arrastar facilmente até mesmo caminhões e ônibus. Em casos de emergência, os viajantes devem acionar imediatamente a Polícia Rodoviária Federal (191), o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199).




