O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 24 de maio de 2026, que o bloqueio naval ao Irã continuará em vigor até que um acordo final seja alcançado, certificado e assinado. A declaração ocorre mesmo após Washington e Teerã avançarem em um memorando de entendimento sobre a paz.
Trump disse que não pretende apressar a conclusão das negociações. Segundo ele, o objetivo é garantir que todos os pontos sejam fechados de forma “ordenada e construtiva”, especialmente as restrições ao programa nuclear iraniano.
“O bloqueio permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Ambas as partes devem ter calma e garantir que tudo seja feito corretamente. Não podem ocorrer erros!”, afirmou Trump, em publicação no Truth Social, reproduzida pelo Poder360.
O ponto central das conversas é o programa nuclear do Irã. Trump indicou que qualquer entendimento deverá incluir restrições ao desenvolvimento de armas nucleares e ao enriquecimento de urânio. É a diplomacia com o dedo no gatilho — sem pressa, mas também sem afrouxar o nó.
O memorando em discussão também envolve a possível reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais sensíveis para o transporte global de petróleo. Segundo o Poder360, Trump afirmou no sábado, 23 de maio, que o acordo estava amplamente negociado e que a conclusão poderia ser anunciada em breve.
A agência Reuters também informou que as negociações tratam da reabertura do estreito, da redução do enriquecimento de urânio e de uma possível suspensão gradual do bloqueio, mas ainda há pontos sensíveis sem definição final.
Trump aproveitou a declaração para criticar o acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo Barack Obama, que ele classificou como um dos piores já feitos pelos Estados Unidos. O republicano tenta diferenciar sua negociação atual, afirmando que a proposta em debate seguiria caminho oposto ao pacto anterior.
Na prática, o recado de Washington é claro: haverá conversa, mas não concessão automática. O bloqueio continua sendo usado como instrumento de pressão enquanto os negociadores tentam transformar o memorando em um acordo definitivo.
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