Donald Trump confirmou que Brasil e Argentina estarão entre os principais fornecedores de carne bovina dentro da ampliação temporária das importações dos Estados Unidos. A declaração foi feita na sexta-feira, 4 de setembro, durante evento na Casa Branca com produtores rurais. O presidente norte-americano afirmou que o produto brasileiro é “muito limpo” e “muito bom”.
A medida faz parte da estratégia de Washington para tentar reduzir os preços da carne aos consumidores. Em 26 de agosto, Trump autorizou a entrada adicional de 300 mil toneladas métricas de cortes bovinos magros, divididas em três etapas entre setembro e novembro, utilizando a tarifa reduzida prevista dentro da cota de importação dos EUA.
Ao revelar a procedência, Trump disse que os volumes virão principalmente de Brasil e Argentina, além de outros fornecedores, e ressaltou que inspetores norte-americanos acompanham a produção. A abertura ocorre enquanto o rebanho dos Estados Unidos está no menor nível em 75 anos, cenário que reduziu a oferta doméstica e pressionou os preços.
O movimento também amplia a presença brasileira em um dos mercados consumidores mais relevantes do mundo. Ao mesmo tempo, Trump tenta conter a resistência dos pecuaristas norte-americanos, anunciando medidas para fortalecer produtores locais, ampliar o processamento independente de carne e enfrentar práticas consideradas anticompetitivas das grandes empresas do setor.




