Tensão no ar: EUA notificam o Brasil após quase colisão com helicóptero de Trump

Foto: Casa Branca
Foto: Casa Branca

Um incidente aéreo de alto risco envolvendo o helicóptero presidencial dos Estados Unidos, o Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, acendeu o alerta máximo das autoridades de segurança aérea norte-americanas e levou a uma notificação formal enviada ao Brasil. O caso envolveu a aproximação perigosa com um jato comercial fabricado pela brasileira Embraer e já mobiliza investigações internacionais.

O relatório preliminar do National Transportation Safety Board (NTSB) — agência governamental norte-americana responsável pela segurança nos transportes — foi oficialmente compartilhado com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB). A notificação segue os protocolos da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), uma vez que o modelo envolvido, um Embraer E170 operado pelo voo 3742 da Envoy Air, é de fabricação nacional.

De acordo com os dados apurados, o helicóptero que conduzia o líder republicano chegou a ficar a apenas três quilômetros de distância do jato regional da Embraer. A proximidade anormal no espaço aéreo ocorreu após um apagão de comunicação: a tripulação do Marine One tentou contato por duas vezes consecutivas com o controle de tráfego aéreo do Aeroporto Nacional Ronald Reagan (DCA), em Washington, sem obter êxito. A primeira transmissão simplesmente não foi recebida pela torre e a segunda saiu completamente truncada e ininteligível.

Técnicos da Administração Federal de Aviação (FAA) identificaram que a falha crítica decorreu da ausência de linha de visada adequada entre as antenas de rádio e o gramado de The Ellipse, local de onde a aeronave presidencial operava temporariamente em razão de obras na Casa Branca. Apesar da gravidade do episódio e do susto, nenhum tripulante ou passageiro se feriu.

O Cenipa agora acompanha o desdobramento do inquérito técnico conduzido nos Estados Unidos, que visa detalhar as falhas operacionais e impedir que novas lacunas no controle aéreo coloquem em xeque a segurança das maiores autoridades do planeta e de aeronaves comerciais.

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