A Coreia do Norte divulga fotos de ‘prova de vida’ de Kim Jong Un após rumores selvagens de que o ditador morreu de hemorragia cerebral
Rumores sobre a suposta morte do ditador norte-coreano Kim Jong Un provocaram uma onda de especulações internacionais nesta segunda-feira (19). Publicações nas redes sociais afirmam que o líder teria sofrido uma grave hemorragia cerebral, sido levado a Pequim para tratamento médico e morrido posteriormente. Entretanto, não existe confirmação oficial ou evidência independente confiável que sustente a notícia. A especulação também alimentou discussões sobre uma possível sucessão envolvendo sua filha, Kim Ju-ae.
Enquanto a internet anunciava o fim do regime de Kim, a imprensa estatal norte-coreana divulgou novas imagens do dirigente em uma exposição de roupas e calçados realizada no dia 19, acompanhado da esposa e da filha. As fotografias, publicadas já na terça-feira (20), pelo horário asiático, contradizem a narrativa de sua morte. Dias antes, Kim também havia participado da inauguração de um museu militar que exibe mísseis capazes de atingir o território norte-americano.
O fato concreto mais preocupante veio de sua irmã, Kim Yo Jong, uma das figuras mais influentes da ditadura. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, ela classificou a situação na fronteira com a Coreia do Sul como extremamente instável e anunciou que Pyongyang considera instalar armamentos táticos adicionais e retomar transmissões de propaganda por alto-falantes. A dirigente acusou militares sul-coreanos de realizar disparos de advertência contra soldados do Norte, elevando a retórica de confronto entre os dois países.
A nova crise ocorre em meio ao reforço militar da fronteira, à instalação de minas terrestres e a sucessivos episódios envolvendo soldados dos dois lados da zona desmilitarizada. A possibilidade de uma sucessão antecipada reacende dúvidas sobre a estabilidade de um regime nuclear comandado pela mesma família desde 1948. Por enquanto, a morte de Kim Jong Un permanece uma alegação sem comprovação; já a escalada das ameaças militares é uma realidade documentada. Na península coreana, o maior risco imediato não está nos boatos da internet, mas nas decisões tomadas por quem controla os arsenais.




