Lula presta solidariedade a Trump após ataque em jantar

Trump, Lula
Foto: Reprodução do X

Lula presta solidariedade a Trump após ataque em jantar e expõe novo capítulo de relação marcada por críticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, neste domingo, 26 de abril de 2026, uma mensagem de solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e aos participantes do jantar com correspondentes em Washington. Na postagem feita no X, Lula afirmou que o Brasil “repudia veementemente” o ataque ocorrido na noite anterior e classificou a violência política como afronta aos valores democráticos.

A manifestação ocorreu após Trump ser retirado às pressas do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos. Segundo a CNN, o vice-presidente JD Vance e integrantes do governo americano também deixaram o local rapidamente. A cobertura informou que Trump estava em segurança e que um suspeito foi colocado sob custódia após relatos de disparos durante o evento.

A fala de Lula chama atenção pelo contraste com o histórico recente de críticas feitas pelo presidente brasileiro a Trump. Durante a eleição americana de 2024, Lula declarou preferência por Kamala Harris e disse que uma vitória da democrata seria “mais segura para a democracia”. Na mesma ocasião, ao comentar o ambiente político nos Estados Unidos após o ataque ao Capitólio, afirmou que a ascensão de Trump representaria “o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara”.

Desde então, a relação entre Lula e Trump tem oscilado entre tensão política, divergências ideológicas e episódios de disputa diplomática. Em 2025, Lula criticou medidas comerciais do governo americano, especialmente tarifas impostas a produtos brasileiros, e reagiu dizendo que o Brasil deveria ser respeitado em suas relações internacionais.

Mais recentemente, Lula voltou a ironizar Trump ao comentar declarações do presidente americano sobre conflitos internacionais. Em pronunciamento ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, o brasileiro disse que talvez fosse melhor “dar logo o Nobel a Trump”, em referência às falas do republicano sobre guerras no mundo. A declaração reforçou o tom crítico adotado por Lula em agendas internacionais.

Mesmo com esse histórico de embates verbais, a mensagem publicada neste domingo seguiu a linha institucional. Lula evitou críticas políticas, falou em nome do Brasil e condenou a violência como ameaça à democracia. O gesto também tenta reposicionar o governo brasileiro em um tema sensível: ataques contra autoridades públicas, sobretudo em um ambiente internacional marcado por radicalização política.

A postagem, porém, não apaga o pano de fundo. Lula já tratou Trump como símbolo de risco democrático, apoiou publicamente sua adversária nas urnas e criticou medidas do governo americano. Agora, diante de um ataque em Washington, o presidente brasileiro adotou o protocolo diplomático: solidariedade pública, repúdio à violência e defesa genérica dos valores democráticos.

No tabuleiro diplomático, às vezes a retórica veste paletó. E, neste caso, Lula deixou a crítica no armário para falar como chefe de Estado.

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