Sapatinhos de bebê viram protesto contra Messias no STF

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Com quase 400 pares de sapatinhos de bebê, grupos pró-vida realizaram, nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, um ato simbólico na área externa da Catedral de Brasília contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação ocorreu às vésperas da sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, marcada para quarta-feira, 29 de abril de 2026. Após a análise na comissão, a indicação ainda precisa ser votada no Plenário do Senado, onde são necessários pelo menos 41 votos para aprovação. Segundo a Rádio Senado, o governo afirma ter apoio suficiente para aprovar o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os sapatinhos foram colocados no gramado como símbolo das vidas que, segundo os organizadores, seriam atingidas por decisões judiciais e administrativas relacionadas ao aborto. O ato foi articulado por entidades pró-vida, entre elas a CitizenGO Brasil e o Instituto Isabel, que passaram a pressionar senadores contra a indicação de Messias ao STF.

A principal crítica dos manifestantes está ligada à atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Messias, na ADPF 1141, processo que discutiu a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre procedimentos em casos de aborto legal após 22 semanas de gestação. Em maio de 2024, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a resolução do CFM, sob o entendimento preliminar de que a norma dificultava o acesso ao aborto nos casos previstos em lei.

Para os grupos pró-vida, a posição institucional da AGU no caso acendeu um alerta político e moral sobre como Messias poderia se comportar no Supremo. A oposição também deve explorar o tema na sabatina, ao lado de assuntos como prisões do 8 de Janeiro e o caso Banco Master, conforme apuração divulgada pela CNN Brasil.

A imagem dos sapatinhos em frente à Catedral de Brasília foi pensada para produzir impacto visual. Em vez de cartazes longos, os manifestantes apostaram em uma linguagem direta: pequenos pares de calçados infantis espalhados no chão para representar, de forma silenciosa, a pauta que pretendem levar ao Senado.

A indicação de Messias ocorre em meio a forte disputa política. Aliado de Lula e atual chefe da AGU, ele chega à sabatina com apoio do governo, resistência da oposição e cobrança de setores conservadores, especialmente em temas ligados à vida, liberdade religiosa e ativismo judicial.

No Senado, a pergunta central será simples, embora nada pequena: Jorge Messias será julgado apenas pelo currículo jurídico ou também pelas posições institucionais que assumiu no governo Lula? A resposta começa na CCJ e termina no Plenário.

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