O MDB decidiu, durante convenção nacional realizada nesta segunda-feira (27), não apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Os diretórios estaduais foram autorizados a formar alianças conforme os interesses regionais, enquanto a direção nacional concentrará esforços nas disputas pelos governos estaduais, pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.
A neutralidade evita que o partido tenha de conciliar, à força, alas próximas ao governo Lula com diretórios que rejeitam uma composição nacional com o PT. Baleia Rossi defendeu que a liberação ajudará a pacificar a legenda. Traduzindo do dialeto partidário: quando não existe consenso, chama-se a ausência de decisão de “autonomia regional”.
No Distrito Federal, a resolução oferece maior espaço político para que o MDB mantenha a construção eleitoral com a governadora Celina Leão. O presidente regional, Wellington Luiz, já declarou que a legenda está fechada com Celina e afirmou que Rafael Prudente também integra o acordo, após semanas de divergências que levaram a direção nacional a interferir nas negociações locais. A decisão desta segunda-feira reduz a pressão por um palanque presidencial único e favorece uma composição baseada na realidade eleitoral de Brasília.
O comunicado oficial do MDB não incluiu o Distrito Federal na lista divulgada de candidaturas majoritárias, sinal de que o desenho definitivo da chapa local ainda depende das convenções e das negociações entre Celina, Ibaneis Rocha e as lideranças emedebistas. No Planalto, o partido permanecerá em cima do muro; no DF, porém, o muro parece cada vez mais próximo do Palácio do Buriti.
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