O Ginásio de Esportes do Cruzeiro foi palco, neste sábado (22), de uma celebração pelos 40 anos de atuação do Grupo Senzala de Capoeira no Distrito Federal. O evento reuniu mestres, professores, praticantes e representantes da modalidade de diferentes regiões do Brasil, além de convidados internacionais de Trinidad e Tobago e da Venezuela.
A programação também destacou o papel da capoeira como instrumento de inclusão social, educação e transformação de comunidades. Entre os participantes esteve Fabrício Faleiro, primeiro-cavalheiro do Distrito Federal e que hoje lidera a Chefia Executiva de Integração e Inovação Social do Palácio do Buriti. Durante o encontro, ele ressaltou a importância de ampliar o apoio a projetos sociais ligados ao esporte e à cultura.
Faleiro destacou especialmente a trajetória de Jorge Augusto Fernandes da Silva, o Mestre Amendoim, cuja história se confunde com a expansão do Grupo Senzala em Brasília. São quatro décadas dedicadas à formação de capoeiristas e ao desenvolvimento de iniciativas sociais em diferentes regiões administrativas do DF.
“Valorizo muito os projetos sociais, pois são eles que alcançam as pessoas que mais precisam”, afirmou Faleiro. Ele também ressaltou a capacidade do esporte e das artes marciais de transformar realidades e defendeu a construção de iniciativas sustentáveis capazes de ampliar o alcance dos projetos e estimular a realização de novos eventos de capoeira no Distrito Federal.
Fundado em Brasília em 1986, após Mestre Amendoim buscar formação com Mestre Peixinho, no Rio de Janeiro, o Grupo Senzala expandiu sua atuação ao longo das décadas e conquistou projeção nacional e internacional. Atualmente, a organização reúne mais de 6 mil alunos em diferentes países.
Somente no Distrito Federal, aproximadamente 460 praticantes participam das atividades promovidas por núcleos instalados no Itapoã, Paranoá, Estrutural, Samambaia, Taguatinga, Águas Claras, Planaltina, Sobradinho, Cruzeiro e Guará.
Também presente à comemoração, o coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Marcos Alves, praticante de capoeira desde os 14 anos, ressaltou o caráter preventivo e educativo da modalidade. Segundo ele, projetos desenvolvidos nas comunidades ajudam a afastar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade e estimulam valores como disciplina, ética, respeito, saúde e convivência social.




