Depois de quase dois meses de céu seco, a chuva reapareceu em pontos do Distrito Federal no fim da tarde e início da noite deste sábado (22). As precipitações foram rápidas e bastante localizadas, com registros na Asa Sul, Sudoeste, Guará, Águas Claras e na Avenida das Nações. A última chuva havia sido registrada em 25 de junho, completando 58 dias consecutivos de estiagem.
O retorno inesperado da água ocorreu após aumento pontual da umidade disponível na atmosfera. O calor intenso, combinado com maior presença de vapor d’água, favoreceu a formação de nuvens capazes de provocar chuviscos e pancadas isoladas. O episódio chamou atenção porque o próprio Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projetava tempo seco e estável para o Distrito Federal durante a semana de 17 a 24 de agosto.
LEIA TAMBÉM
• Brasília no forno: calor chega a 34°C e umidade despenca a 12%
• Distrito Federal entra em alerta laranja para baixa umidade do ar
• Secura extrema acende alerta no Distrito Federal
• CBMDF orienta população sobre cuidados durante a seca
• El Niño deve deixar o DF mais quente, seco e vulnerável a incêndios
• CBMDF reforça Operação Verde Vivo contra incêndios florestais
A chuva, porém, não representa ainda o encerramento da estação seca. Agosto é historicamente um dos meses de menor precipitação no Planalto Central, e a tendência predominante continua sendo de baixa umidade e temperaturas elevadas. Dias antes, o DF enfrentava índices críticos de umidade e forte risco de incêndios, cenário que levou o poder público a reforçar ações de prevenção e combate ao fogo no Cerrado.
Até 16 de agosto, o Distrito Federal havia contabilizado 3.738 ocorrências de incêndio em vegetação em 2026, sendo 1.012 somente nos primeiros 16 dias deste mês. Assim, mesmo com o refresco localizado deste sábado, os cuidados com hidratação, queimadas e focos de incêndio continuam essenciais. No típico agosto brasiliense, algumas gotas são notícia — mas ainda estão longe de decretar aposentadoria para a seca.




