GDF rebate acusação sobre R$ 9 bilhões e nega uso do Orçamento para sustentar caixa do BRB

Foto: reportagem do X
Foto: reportagem do X

A Secretaria de Economia do Distrito Federal reagiu, nesta terça-feira (21), à informação de que o governo estaria mantendo cerca de R$ 9 bilhões do Orçamento depositados no Banco de Brasília para garantir a liquidez da instituição. Em nota, a pasta afirmou que as medidas de contenção adotadas pelo Executivo fazem parte de um programa de equilíbrio fiscal e não possuem relação com uma suposta tentativa de evitar intervenção do Banco Central no BRB.

 

A versão contestada pelo GDF foi publicada pelo UOL, que atribuiu a interlocutores não identificados do governo a afirmação de que despesas e investimentos estariam sendo represados para manter recursos disponíveis no banco. A Secretaria de Economia negou também a existência de atrasos generalizados e informou que pagamentos de saúde, educação, segurança, transporte público, limpeza urbana e outros serviços essenciais continuam ocorrendo regularmente, assim como os cronogramas financeiros das obras públicas.

 

Segundo a pasta, o controle das despesas começou após a identificação, em março, de um déficit projetado de R$ 5,4 bilhões nas contas públicas de 2026. O ajuste ocorre paralelamente às medidas adotadas para fortalecer o banco, entre elas a operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos, já abordada pelo DFMobilidade na reportagem sobre a aprovação do socorro bilionário pela Câmara Legislativa.

 

A controvérsia amplia a pressão por transparência sobre a execução orçamentária e a situação patrimonial do BRB. A direção do banco sustenta que a instituição foi vítima das operações fraudulentas relacionadas ao Banco Master, posição detalhada pelo DFMobilidade ao mostrar que o BRB se considera “efetivamente fraudado”. Entre uma acusação baseada em relatos reservados e a negativa oficial, a resposta definitiva deverá vir dos números: balanços publicados, fluxo de pagamentos e documentos que permitam separar ajuste fiscal de socorro financeiro — porque, em contas públicas, nota à imprensa ajuda, mas extrato convence.

 

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