GDF acolhe mulher resgatada de cativeiro no Entorno e abre caminho para recomeço no DF

Reprodução: Ascom
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Emiliane Tamara, de 24 anos, deve deixar Águas Lindas de Goiás com os filhos e terá acesso à rede de proteção a vítimas de violência doméstica

O Governo do Distrito Federal ofereceu acolhimento à técnica de enfermagem Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, resgatada após permanecer cinco dias em cárcere privado em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF. A jovem foi recebida nesta quarta-feira (26) no Palácio do Buriti pela governadora Celina Leão, acompanhada dos titulares das áreas de Segurança Pública e da Mulher. A proposta é que Emiliane passe a morar no Distrito Federal com os filhos e seja encaminhada para serviços de proteção, assistência psicológica e apoio à moradia.

Emiliane havia desaparecido em 17 de agosto e foi localizada pela Companhia de Policiamento Especializado do Entorno Oeste em 21 de agosto. Segundo as informações policiais divulgadas após o resgate, ela estava presa em um imóvel, amordaçada e imobilizada com algemas, cordas e corrente. O ex-companheiro foi preso e o caso permanece sob investigação das autoridades de Goiás. Depois do resgate, a preocupação passou a ser também garantir condições para que a vítima não precisasse retornar ao ambiente em que continuava se sentindo vulnerável.

A resposta apresentada pelo GDF envolve três frentes: Aluguel Social, Programa Viva Flor e acompanhamento psicológico. O Viva Flor, mantido pela Secretaria de Segurança Pública do DF, disponibiliza dispositivo de proteção a mulheres em situação de risco extremo e permite o acionamento prioritário da Polícia Militar por georreferenciamento. Já o Aluguel Social é uma política temporária destinada a subsidiar moradia de mulheres vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade econômica; a regulamentação vigente prevê benefício mensal de R$ 600, mediante o cumprimento dos requisitos administrativos estabelecidos pela Secretaria da Mulher.

A decisão de acolher Emiliane amplia, na prática, o alcance da rede de proteção do Distrito Federal para uma vítima de um crime ocorrido além de suas fronteiras. A mudança para Brasília ainda exigirá a formalização dos procedimentos necessários para ingresso nos programas, mas o encaminhamento político e institucional já foi anunciado. Ao receber a jovem, Celina destacou que o atendimento deve evitar também a revitimização de quem denuncia agressões. Para Emiliane, o apoio representa algo mais elementar depois de dias de violência: ter um lugar seguro para reconstruir a própria vida e a dos filhos.

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