Luiza Cunha lançou pré-candidatura pelo PL em evento com Celina Leão, Damares Alves, Bia Kicis e participação remota de Michelle Bolsonaro
Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, lançou sua pré-candidatura à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelo Partido Liberal (PL). O anúncio foi feito nessa quarta-feira, 10 de junho, em um evento que reuniu lideranças da direita no DF e marcou a entrada de Luiza no tabuleiro eleitoral local de 2026.
O ato contou com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e teve participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por chamada de vídeo. A composição do palanque deixou claro que a pré-candidatura nasce com forte simbolismo para o campo conservador.
Em discurso, Luiza afirmou que pretende transformar a memória do pai em bandeira política. “Eu carrego um legado. Clezão sempre vai viver, a morte do meu pai não será em vão. Enquanto eu viver, enquanto o sangue de Clezão correr em minhas veias, eu vou lutar pelo meu povo”, declarou, segundo o conteúdo divulgado pelo Metrópoles.
Clezão morreu em 20 de novembro de 2023, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele estava preso preventivamente no âmbito das investigações dos atos de 8 de janeiro, mas ainda não havia sido julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), conforme registrou a CNN Brasil à época.
A morte de Cleriston se tornou um dos episódios mais sensíveis do debate sobre os presos do 8 de janeiro. Também foi noticiado que a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia se manifestado pela soltura dele antes do óbito, sem que a prisão tivesse sido revogada até então.
No campo político, Luiza já vinha sendo apresentada por lideranças do PL como nome eleitoral ligado à pauta da anistia e da revisão das penas aplicadas a envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Em março, o DFMobilidade publicou matéria sobre o anúncio de sua pré-candidatura pelo PL, quando ela ainda era apresentada como possível nome para disputar vaga de deputada federal por Goiás.
Agora, com o lançamento voltado à CLDF, Luiza reposiciona seu projeto para a política local do Distrito Federal. A presença de Celina Leão no evento também reforça o movimento de aproximação entre a atual governadora e setores conservadores organizados, especialmente em um momento no qual a direita busca consolidar palanques para 2026.
A pré-candidatura ainda precisará passar pelas etapas formais do calendário eleitoral, incluindo convenção partidária e registro junto à Justiça Eleitoral. Mas, politicamente, o recado já foi dado: Luiza Cunha tentará transformar uma história familiar marcada por dor, disputa jurídica e forte apelo simbólico em capital eleitoral no DF.
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O caso de Clezão ganhou repercussão nacional quando a CNN Brasil explicou quem era Cleriston Pereira da Cunha e por que ele estava preso no âmbito dos atos de 8 de janeiro.
Também vale ler a apuração da CNN sobre o parecer da PGR favorável à soltura de Cleriston antes de sua morte na Papuda.
No DFMobilidade, a trajetória eleitoral de Luiza Cunha já havia sido abordada em matéria sobre o anúncio do PL envolvendo sua pré-candidatura.






