A corrida ao Palácio do Buriti acaba de ganhar um novo e turbulento capítulo. Nesta quinta-feira (6), o PSD confirmou o ex-deputado federal Luiz Pitiman como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por José Roberto Arruda. A decisão, que encerra uma longa e desgastante busca por um nome para a vaga, consolidou uma chapa puro-sangue e abriu uma crise sem precedentes nos bastidores políticos da capital, escancarando um racha com o Avante e seu presidente regional, Gim Argello.
Pitiman, que já presidiu a Novacap e comandou a Secretaria de Obras do Distrito Federal, preenche a lacuna que protagonizou o cenário de cadeiras vazias na convenção conjunta do último sábado. No entanto, a nomeação caiu como uma bomba sobre a cúpula do partido aliado.
A Promessa Quebrada e a Exclusão do Avante
A expectativa do Avante era emplacar o empresário Jorge Argello, filho de Gim, como vice na chapa majoritária, garantindo um espaço de peso na corrida eleitoral. Fontes ligadas aos bastidores confirmam que a escolha unilateral de um segundo nome do próprio PSD foi recebida como uma quebra direta do acordo político costurado entre as duas legendas.
Embora não haja, até o momento, um anúncio oficial de rompimento, o recado político é claro: o Avante foi sumariamente excluído da fotografia principal da aliança que ajudou a apresentar aos eleitores brasilienses. Ao optar por um aliado de longa data e filiado ao seu próprio partido, Arruda preferiu o conforto da confiança interna em detrimento da ampliação de sua coligação.
Um Histórico de Desgastes na Campanha
A saga pela vaga de vice na chapa não é recente e já apresentava sinais de esgotamento. Antes da confirmação de Pitiman, os nomes de Ronaldo Fonseca, Luiz França e do próprio Jorge Argello orbitaram as negociações sem sucesso.
A decisão de fechar as portas do PSD para siglas aliadas agrava a instabilidade de uma campanha que já navega por águas turbulentas, marcadas por questionamentos jurídicos severos e dificuldade para consolidar apoios consistentes. Arruda pode ter finalmente resolvido a equação matemática de sua chapa e preenchido a vaga, mas o saldo político da operação é duvidoso. Na tentativa de selar a chapa, a caneta que assinou a candidatura de Pitiman abriu uma ferida política que pode custar caro nas urnas.
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